- Ó meus homens... Meu cavaleiro, meu gladiador, meu arqueiro, meu samurai, meu mensageiro... Meus guerreiros, eis que preciso contar - lhes um segredo. Durante meses mantive conversas com outro homem, pois bem que me apaixonei por ele, creio que agora encontrei aquele que faltava em nossa sociedade secreta.
- Vocês são todos homens honrados, justos, honestos e leais. Mas falta - lhes a inteligência e o silêncio devido em muitas horas de combate, este novo guerreiro é a chave que abre minha porta, que por detrás esconde vocês. É esperada a hora que ele se junte a nós, eu o amo, não escondo de vocês cavalheiros... Jamais escondi segredo algum, não temos segredos. Ele está longe, e isso me deixa angustiada; ele não me quer, agora entendo o porquê.
Este guerreiro segue uma religião muito além da compreensão de vocês, prefiro que não entendam poderão ficar loucos, eu tive a sorte de não enlouquecer. Meus guerreiros, celebrai vos o meu dia de visita a este homem, eis que com a chegada dele a nossa sociedade, eu finalmente posso participar das batalhas com vocês.
"Eles me olhavam profundamente, e o gladiador Írius tinha um triste olhar, com seu rosto baixo sobre o braço direito, reverenciando - me. Eu sabia de seu amor por mim, mas não poderia corresponde - lo, já que de acordo com o 3º código: "Rainha Lyra deverá se juntar a um único homem, predestinado a chegar logo que estiverem reunidos os cinco cavaleiros, e este sendo o sexto cavaleiro de Rainha Lyra, será também seu marido e Rei." (É triste minha sina, ter que seguir algo escolhido por meu pai Rei Árus e obrigar estes pobres homens a estarem ao meu lado pelo resto de suas vidas, através da SÚG - C (Sociedade dos Últimos Guerreiros - Classes)).
- Ó todo poderoso Rei Árus, por que me fizeste prisioneira de seu tratado entre homens?!
Todos os dias de minha vida, é a mesma pergunta que busco resposta gritando aos céus. Sei que meu pai jamais me escutará, sei que esse povo depende de meu governo e sabedoria. Mas embora eu esteja viva ainda não sei o que é viver. Guerreiro que espero tanto, me tome em seus braços e me dê vida, faça com que as cores que espalho neste reino ao passar sejam eternos e alegres".
Lyra não sabia mais se aquele mundo era seu lugar, sempre fugia nas noites enluarada até o topo da montanha mais próxima e deliciava - se dos frutos de morango (que ali plantara quando moça), enquanto olhava o céu com um grande caminho de estrelas imaginando - se andar por ali. Mulher de poucas palavras, mais pensava do que dizia, sentia - se frágil e desamparada, contemplava um homem que habitava seu coração, mente, pensamentos, alma seus desejos... Lyra possuíra um poder de sedução involuntário muito grande sobre os homens, não se aproveitava disso, seu amado era apenas um...
Corria logo para o castelo antes que os servos dessem conta de seu sumiço e fizesse grande alarme, seus delicados pés passavam pela grama cautelosamente e cuidadosamente para não pisar em nenhuma das flores que embelezavam aquele jardim natural enquanto pensava em seu amado.
Quando será que o verei? Seria muito mais do que mágico esse momento... Esse cavaleiro robou meu coração só esqueceu de me levar junto.
Ó homem que tens belas palavras na ponta da língua, que vê coisas tão óbvias mas que ninguém vê, que valoriza cada detalhe de uma flor no desabroxar... Anseio por ti meu amado, anseio pelo os teus olhos nos meus, do teu conhecimento sobre eu.
- Lyra, corra!
- Quem está aí?
- Corra menina, depressa!
- Esconda - se aqui, venha até essa arvore!
Lyra não sabera que lhe chamara e nem o por quê, mas ainda assim seguiu a voz com um grande medo nos olhos. Mal sabia que ali por perto chegava uma tropa inimiga desgraçada por natureza e amaldiçoada por tudo e todos, por terem o gosto de esquatejar seus inimigos ou quem estivesse em seu caminho e depois fazer um banquete.
Salva por pouco, perguntou àquele jovem rapaz, quem ele era e de onde vinha:
- Sou servo leal de seu amado.
- Trago más notícias.
- Diga por favor!
- Haísom do Reino Zéfios...
Aos poucos leitores de minhas obras:
Lyra deve ser esquecida e/ou eliminada!
Lyra deve ser esquecida e/ou eliminada!
Ordens da autora.