segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O Soldado III

As palavras vão escorrendo pelo corpo, a última sílaba pinga pelos dedos
Eu vejo derramado pelo chão o seu nome
As correntezas nos trouxeram frente a frente e eu não sei dizer 'não'
Eu quero sentir a dor da saudade, do amor e dos ciúmes, das coisas que não sei explicar...
Eu te quero branco como a neve e azul como o mar, leve como a brisa. Tocando minha pele...
Eu amo ti, entenda. As cavalgadas, o relógio e a rosa marcam a chegada e a partida. Aguarde.
Aqui eu trago no peito um semblante com a letra 'L', não há como negar. Esta marcado.
O último texto esta escrito em meu corpo, ele se desmancha com o toque da sua água e mancha a pela com a sua brisa.

O Soldado II

As vezes eu me encontro em você de uma tal maneira... Que sinto a necessidade de me entregar por inteira, eu sei... Sou melancólica, sim eu sou, mas foi assim que me conheceu e foi dessa forma que se apaixonou.
Se te peço algo é porque sei que é capaz de tal ato, então estou pedindo pra me amar como se não houvesse ontem, hoje ou amanhã. Estou pedindo pra ascender o fogo que há aqui em mim e apagar com uma sede de amor sem igual. É tão simples e tão mais gostoso.
Eu tento fugir, mas é complicado você amar e sentir a vontade de voltar, e eu volto.
Cuidado com as palavras que saem da sua boca, cuidado com os gestos. Eu ouço tudo e vejo tudo, e também analiso tudo. O que você me faz agora é o que eu imagino pro futuro, e as coisas que vejo estão sendo desagradáveis. Olhe um pouco apenas para o que te peço, sem mais.
Estou aqui em meio a tantos pensamentos, disposta a te guiar da maneira que sei ser o melhor a você, te tornar completo, homem, meu amigo. Quero ver seu interesse em me descobrir, em partilhar momentos bons.
Me deixa ser sua. Eu quero que assim seja...