quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Menina Mulher Parte II

Olhe só Menina Mulher!
Estás escrava do amor e mal amada
Muitos a machucam em seu sentimento
E tu não chorastes?! "Derramastes apenas lágrimas"?!
Lágrimas que demoram a sair e são poucas...
Mas é possível ver nelas uma grande dor!
Ó alma indignada com meu sofrimento, me deixe...
Tu caminhastes tão só à procura da magia,
mas ainda não se deu conta de que a magia se encontra em você Menina Mulher...
Pobre alma, volte ao meu corpo...
Se entristece tão fácil com o que te dizem...
Quebrarei todos os espelhos que houver em minha frente, só para não ouvi - la novamente!
Levante seu rosto Menina Mulher...
Guarde seu corpo e enxugue suas lágrimas...
Não vale a pena sofrer tanto por tão pouco
Levante seu rosto Menina Mulher...
Sua hora é hora e não mais espera
O que lhe ti aconteceu já passou
Firme seu pé no chão, siga seu caminho
O mundo gira e você se torna mais mulher
Tua luta já acabou guerreia, agora é paz
Descanse seu corpo dessa chama que ti consome
Teu espírito precisa de amor e não de sofrimento
E isso ele não sabe lhe dar, desista disso
Menina Mulher é hora de acordar...
Chamo de pesadelo esse teu sonho tolo
Acorde!!!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Eu vejo a luz ao longe
A sigo em muitos passos
Não vejo nada, apenas a luz ao longe
Estou me vendo e olhando em meus olhos
Constatando o vazio que sentia
Como muitos que procuram, eu achei
A razão pela qual aqui estou.
Mas não venha, não atrás de mim
Quero ficar só como sempre vivi
Ao meu lado eu, do meu lado eu
Longe bem ao longe
Me coloquei para morrer
Sem pensar no que me viria depois
Não acabou, só começou com um grande fim
Virei de longe bem ao longe
Onde ninguém verá que cheguei.
Olhe em meus olhos
Bem profundamente
E veja que por você moveria montanhas
Valoriza isso?
Faz tempestade mas por detrás não está aí
Faz de conta que me ama ou se engana
Me deixe seguir meu caminho e ser feliz
Insistir em ti não dá mais , já desistiu
Contar tempo é função de relógio
Eu sou pessoa, mulher, não mais garota
Preciso de alguém que me escute
Que sonhe ao meu lado pois sou sonhadora
Preciso de alguém que saiba viver pois só quer se matar
Preciso de alguém que me conheça,
mal sabe o que quero.
Não sabe do meu eu mais profundo
Que te revela agora um adeus...

Era eu...

Um olhar perdido no horizonte do céu
O pensamento no que já aconteceu
Seu corpo tremendo de frio, era eu.
Quando trilhava um caminho, perecia não andar
Caminhava ali mas ali não estava
Não percebia, o brilho no olhar, depois à chorar.
Não sentia dor, não sentia calor
Seu corpo não estava lá
O pensamento era tão forte
Tomava conta do corpo enquanto seguia.
Se desligava muito fácil do mundo quase sempre
O pensamento estaria em um grande nada
Ou estava distante; no Sol; no Espaço...
Quem sabe em outro mundo ou lugar
Se isolava facilmente de tudo e todos
Se aprofundava sem se afogar,
num mar de imaginações e sentimentos
Mar Egeu, Mediterrâneo ou até o Triângulo das Bermudas.
Mar este que a carregava
Toda vez que queria chorar
Talvez esse mar nasceu de suas lágrimas, poderia ter nascido de uma infinidade de tantas outras lágrimas...
Mar este que a afogava quase sempre
Um modo silencioso de matar usou para se aliviar.

Menina Mulher

Pegue suas armas e lute

Mas agora lute contra isso

E contra você mesma

Lute com o pensamento, esqueça o coração

Ele será seu pior aliado

Junte - se a suas lágrimas e dor

Erga - se, a batalha acabou e a luta só começou
Menina Mulher, corpo da perdição
Lindo é também e mais lindo é teu ser
Linda Menina Mulher não se interrogue
Não se pergunte quando é que te descobrirão
Eu te descobri e sou você agora
Te olho dentro de um espelho
O mesmo que se estivesse preza
E está aqui dentro de mim, libertasse
Dentro de você não preciso olhar ao espelho
Basta me olhar p' ra te entender Menina Mulher
Sua hora é hora é chegada a hora
E não mais espera
É agora sua hora Menina Mulher
Brilhe por mim...

Senhora do tempo e da morte. Prazer...

Senhora do tempo e da morte
Mas não do amor
Dona do mundo esquecido
Viajo sempre em mim
Em meus olhos.
Olhe em meus olhos
Ninguém consegue, sempre há medo.
Qual é meu nome?
Por que eu não sei.

Senhora do tempo e da morte
Mas não da vida
Dona do mundo adormecido
De olhos fechados porque não enxergo.
Não ver o que ocorreu é meu lema, foi eu quem provoquei...
Apareço sempre quando há conflito
Entro em ação quando há morte.
Qual é meu nome?
Por que eu não sei.

Os homens me chamam de bravura
De ignorância de covardia...
Mas o que mais se adequa a mim...?
É... Meu nome?
Prazer meu nome é Guerra...

E ainda me culpam quando alguns morrem
Mas foram eles quem me criou
E são exatamente eles quem entram em ação, quem faz jus a meu nome...
Eu sou apenas
Guerra.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Roxanne

A mulher vestida de desejo
Me seduziu e se foi como um eclipse
Trouxe a paixão e deixou solidão
Se aventurando nos homens
Nunca voltará para meus braços, por medo
O medo de si mesma, ao me desejar.
Foi se no vento e sabe lá quando para mim vai voltar
Em minha inteira liberdade deixei - me
E tomei ti p' ra mim.
Em uma mulher, garota
Em uma garota que será minha para sempre
Ficaram minhas marcas de amor
Um amor que não se apagará no tempo
Que será meu para sempre.

Poeta

Por que não me julgar poeta,
se o verdadeiro poeta vive suas obras?
Por que não ser poeta?

Sim! Eu vivo com todas as emoções
Eu vivo hoje como o amanhã
que pode não existir em meu consciente e espiritual.

Sim! Eu faço tudo , só não faço nada.
Eu posso na vida e na liberdade
Eu levo o amor e a amizade
Levo a felicidade e cumplicidade.

Trago comigo a guerreira e no coração uma canseira.
Em alma, a fé feroz e no pensamento uma só voz.

Por que não me julgar poeta?
Eu vivo com amor.
Por que não me julgar poeta, se meu espírito é observador?
Sim! Eu sou! Mesmo que digam, que não.
Sim eu sou.
Pois eu vivo por amor em busca do esplendor.

Palavras de alguém solitário

Preza aqui, sei como é ser prezo
Tento ti tirar do pensamento
Esquecer nossas lembranças
Mas "quanto mais tentamos esquecer é que lembramos".

Sem muitas palavras vivo agora
Ter que calar e não poder falar,
com alguém que te entenda,
porque ninguém te entende.
Sabendo que ninguém de muitos se importa com você.

Observo o mundo em que eu vivo
Vejo que os inimigos e pessoas que nunca olhei,
foram os que se preocuparam,
enquanto que os que sempre convivi, nem pararam
e me confortaram com profundas palavras.

Estou me sentindo solitária, alguém solitário,
em um lugar solitário,
onde ninguém pára.
Todos vivem por viver, porque infelizmente vive.
Como se tudo à minha volta passasse rápido.

Corro atrás de ti, pra rever - ti
e sempre na ação, não chego a tempo.
Parece que faz de propósito.
Eu sei, e sabendo sofro, sabendo que vais atrás de um outro alguém,
em busca de distração e me machucando por dentro.

Não me pergunte para quem escrevo,
e se o que escrevo é pra ti.

Cale - se tudo o que não disse,
Abra seus olhos pra mim.
Saiba que o amo de todo o meu ser.

Quando se perde...

Quando se perde um amor,
Que realmente amamos.
E o que dizer?
Se as únicas palavras que realmente gostaríamos de dizer...
É:

Eu te amo.
Quando se perde um amor,
Tudo que vivemos lado a lado,
Torna - se um filme, que não pára,
Fica na mente passando e reprizando.
Quando se perde um amor,
Onde tudo que sempre sonhamos,
É a mais lúcida realidade gostosa de se viver, prazer inenárravel.
Quando se perde um amor,
Que levamos tapas e tapas,
Caímos e levantamos, erramos e perdoamos,
Sempre na mesmerice de:
Eu te amo.
Quando se perde um amor,
Querendo que este perca a pose orgulhosa,
Querendo que ao se virar sua mão é puxada
E como nos cinemas um beijo é roubado.
Quando se perde um amor,
Todos parecem te ignorar,
Como se estivéssemos indo contra o mundo, tentando achar um rumo ao coração.
Quando se perde um amor,
Tudo que mais queremos é não o perder,
E como não o fazer?

Por um fio em suas mãos

Você um dia me dissera,
para não brilhar mais do que uma estrela.
Não do que um arco - íris.
Em um mundo de muitas pessoas.
Você me olhou, no céu, no sol.
Por um fio em suas mãos.

Em si há cores lindas
Uma grande chama azul.
Em si há cores vivas, e nessas e outras eu o amo.
Mais que um amigo
Por amor eu o chamo
Cores vivas, cores lindas
Um grande arco - íris carregastes nas mãos.

Chame as marés
Faça com que o sol brilhe mais forte
Mas não brilhe mais do que uma estrela cadente.

Leve em neve, se esconde e corri, corri e se esconde
Que pensem que enlouqueci
Onde quer que eu vá, onde quer que me escondam
Não vou lutar , porque não vão me vencer.

Por um fio em suas mãos
Por amor eu o chamo
Chame as marés
Traga me seu arco - íris
Faça com que o sol brilhe mais forte
Leve em neve, mas não corra, não se esconda
Venha à mim, através de meu canto
Estou aqui bem ao fundo dessa imensidão toda azul que te carrega no balançar.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Meu teatro - Estrelando minha realidade.

Devolva - me amor, o amor que te dei
Meu poema, teorema do que seria amo
Sinto - me em um grande abismo
Me vejo, caindo nesse abismo
Por que?

Entristeceste meu rosto e voou...
Para outros braços voou... Me abandonou.
O porquê, sem pra quê, somente por querer
Minha grandiosa imaginação me sossega.
Imagino coisas boas à vim substituindo, ruins.
É o meu teatro, todo um teatro, dura realidade.
É involuntário, eu sou real, meus sentimentos...
São reais... As lágrimas, dor, amor.
São reais trocados por míseras moedas.
Devolva meu poema, teorema dedicado com amor.
Devolva - me, me devolva, me deixe.


Meu sufoco é insignificante quanto a ela.
Ela... Quem será a dona desse amor?
Quanto almejei esse amor...
Ah... Que dor, a pior dor, a dor do amor.
Ó sentimento lindo! Tão grandioso!
Onde estás?!
Em mim... É todo seu, jogue fora.
De onde veio esse, nasce cada vez mais.
Eu não me canso, amo - ti, te amo.
Siga em paz, meu céu azul.

" Tu és inteiramente responsável pelo o que cativas."

P.S. Eu te amo.