Um olhar perdido no horizonte do céu
O pensamento no que já aconteceu
Seu corpo tremendo de frio, era eu.
Quando trilhava um caminho, perecia não andar
Caminhava ali mas ali não estava
Não percebia, o brilho no olhar, depois à chorar.
Não sentia dor, não sentia calor
Seu corpo não estava lá
O pensamento era tão forte
Tomava conta do corpo enquanto seguia.
Se desligava muito fácil do mundo quase sempre
O pensamento estaria em um grande nada
Ou estava distante; no Sol; no Espaço...
Quem sabe em outro mundo ou lugar
Se isolava facilmente de tudo e todos
Se aprofundava sem se afogar,
num mar de imaginações e sentimentos
Mar Egeu, Mediterrâneo ou até o Triângulo das Bermudas.
Mar este que a carregava
Toda vez que queria chorar
Talvez esse mar nasceu de suas lágrimas, poderia ter nascido de uma infinidade de tantas outras lágrimas...
Mar este que a afogava quase sempre
Um modo silencioso de matar usou para se aliviar.
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