E a louca poetisa perdeu os sentidos ao se deparar com aquele nome
Viu que seus olhos derramavam lágrimas sem controle
Olhava o pequeno inseto, naquela luz que refletia as águas em seu rosto
Pensava que aquele inseto era insignificante, aparecera ali devido a janela aberta,
O inseto procurava luz e havia achado
E assim pensou consigo: “pensei ser luz, que achara sua luz, porém esta se encontra tão longe que encontrou a luz que lhe faltava”.
“Eu sou um inseto insignificante diante dessa luz, agora vago por aí derramando gotinhas de lágrimas”.
Sentiu que seu rosto não tinha expressão, só sabia da enorme tempestade que ali dentro de seu ser se formava.
É bela pensou, seu poeta detalhava com tanta ternura e amor que era imaginável aquela moça.
Levantou-se, sentou – se, chorou, pensou, reviu seus conceitos e tornou a chorar.
Aquela noite não terminava, estava mais longa que de costume. O sono não vinha, não estava bem com tudo que havia acontecido naquela noite, com a notícia que veio tão derepente e abalou tudo.
Não queria ouvir a consciência que dizia sobre o que ela sentia naquele momento, a consciência parecia mulher inconformada com a vida, jogava tudo na cara e dizia que aquilo era dor.
Ergueu – se daquela tristeza infantil e foi olhar a lua, mas ainda assim aquele nome não saia de seus pensamentos. “Droga!”
Sentia – se mais pra baixo que um indivíduo, depois de receber não em um emprego tão
desejado.
Procurava uma razão pra não sentir aquilo, pra não ter conseguido chegar perto da luz.
Decepção... Nada justificava aquilo que sentia.
A poetisa Pequena Bailarina já ensaiava a sua última dança naquele pavilhão,
Havia uma grande incerteza em seu pequeno coração.
Sabia ela que naquele lugar sagrado a tal moça iria pisar sempre e acompanhada, coisa que ela não tinha – companhia –.
Deu corda e pôs sua caixinha no chão depois de abrir
E a canção começou, a dança começou, as lágrimas começaram, a dor começou
Um vazio tomava conta de sua alma, sua sombra não aparecia pois já era noite
Ela dançava só, numa escuridão, naquele pavilhão
Como de início, dançando em busca de luz que pensava ter encontrado
Ela dançou sua última dança.
A verdade sempre aparece.
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