Numa longa jornada deparei – me com um ser infeliz
Trazia consigo a doença da incógnita
Era drogado por ela e nela se viciava
Eis que eu continha a cura, mas precisava de uma prova
Uma prova de aquele ser não se drogaria novamente
Uma prova de aquele ser não iria me enganar.
O peguei pela mão e fiz imaginar um mundo novo
Disse que aquele mundo poderia ser real
Caminhamos juntos durante meses
E eu fui me drogando por aquele ser
Viciei e vi que havia mais uma razão para ajuda – lo
Eu havia caminhado muito e não me dera conta
Eu estava consciente, porém o meu inconsciente é que deveria estar consciente
Ao olhar nos olhos daquele ser, eu me via e dali em diante despertei
Os dias passaram, ambos nos silenciamos.
Foi que subitamente o ser respondeu
Disse sobre amizade que não desejava perder
Então disse que a amizade ainda estava viva (dentro dele).
E sorri (cultivei amor dentro de mim).
Aquele ser se envaidecia com meu amor
Achava – se o rei, eu o fiz assim, eu lhe dei este poder diante desse amor
Nunca parara e vira realmente os meus olhos
Tanto que num desespero olhou em outros
Cometeu a blasfêmia de dizer que os meus olhos eram inconfundíveis
Tanto que pensou os ter visto, andando pelas culturas litorâneas.
Eu sorri e disse que aqueles olhos não eram meus
Poderia ter dito que sim, ter feito aquele rei mais uma vez envaidecer
Mas não, disse a verdade por mais uma vez.
Os dias passaram, ambos silenciaram
O ser subitamente respondeu
“ – Perder a amizade é uma falta muito grave pra mim”
Mas dessa vez eu disse sobre o meu sentimento
“Jamais morrerei por você, se tenho esperança em seu amor por mim”.
Eu já não sabia mais o que dizer pra convencer aquele ser de que ele era importante pra mim, mas nem tanto assim. A ponto de eu morrer por ele...? Não...
Será que esse ser não vê que me magoa, parece que gosta de brincar com meu sublime sentimento. (“Chega!”)
Diga o que quiser, ser “incógnita”, eu já não me abalo mais diante de tanta frieza
Se, encontrou aquela que acha ser a esperada, então seja feliz!
Queria dizer por mais de tempos, minha burrice diante de ti é criação de minha grande inteligência
Minha fragilidade é criação de minha grande dureza
Minhas lágrimas são criações de minha fraqueza (amor)
Fiz de tudo pra não ser superior a você
Escrevi errado, disse bobagens, cometi gafes, fui pelo torto
Fiz de tudo pra ver qual realmente era sua face
Depois de descobri – lá iniciei minha missão
Vi mascaras, vi fantasias de um baile onde eu me fazia “Bobo da Corte”
Pois bem... O Bobo se revelou diante da última dose do rei
Só que a face que o rei pensava já conhecer na verdade era só maquiagem
A face verdadeira jamais declama seu amor
Jamais é seca, por minutos ela se revelara
Mas o rei é cego e não vê a verdadeira face
Pensa ser o mais inteligente, de fato é
Mas esquece que como ele, há mais (O Bobo foi burro igual ao rei – o amou –).
Então o bobo se retira da festa agradecendo pelo trabalho a ele incumbido
Bate palma para o rei, mas a platéia não pode rir
O Bobo já não está mais com máscara
O Bobo por minutos se revelou
O Bobo chorou, sentiu seu coração partido, dançou com o rei, sentiu – se brinquedo
Mas o Bobo sabia que o rei era cego
Era missão mudar algo no rei
O rei tão burro, lhe confessou a mudança
Esqueceu que o bobo um dia lhe dissera
“Sou irônica, sarcástica, vingativa, amo surpresas e tenho uma missão”
Ops...rs... O Bobo é mulher....
Ó Boba tua missão já está cumprida, agora ao rei resta lhe o seu amor (uma tolice).
“O espelho engana” e olhos mais ainda.
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