sábado, 29 de novembro de 2008

Caixinha da Pequena Bailarina

Razão simples de me fazer bem, apareça.
Desapareça dor de amor, saudade ou solidão
Hoje eu quero é ser feliz, me deixem ser feliz.
Os pequenos passos da bailarina
Formam a infinita dança do compasso rítmico.
Ela dança com tamanha emoção e sentimento
Envolvendo cada olhar num profundo transe – os viajantes dos olhos convidativos –,
Na desenvoltura dos passos e balançar do corpo.
O vento encontra – se com o perfume das flores,
que brocham e desabrocham nos dias ensolarados.
Envolva vento os meus cabelos negros
Sussurre em meu ouvido os segredos do mundo
Dance vento comigo no passo do compasso dessa valsa.
Que valsa nostálgica, envolvente e enigmática
Vinda da caixinha da pequena bailarina
Dance... Dance... Desenvoltura alegre e perfeita.
Leve – me, me leve a voar e naquele pavilhão chegar
Leve. Que a pequena bailarina quer dançar
Leve – a àquele pavilhão cheio de janelas
Chão de madeira, pilares quadrados, luz natural.
Já faz tempo que aqui não venho,
foi uma única vez, a primeira vez e não estava só.
Visito esse lugar sempre só,
sempre buscando companhia.
[O Poeta e a Bailarina dançam ao som de Dancer vinda da caixinha [imaginação]].
Dance... Dance... No passo do compasso
Não pare, busque. “Seja feliz”. Dance...
Envolva vento, os cabelos negros da pequena bailarina.
Razão simples de me fazer bem, apareça...

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