sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Que saudade....

Saudade que bate, saudade que vem.
Saudade daquela velha estradaSeguia sempre verde, cheia de beleza.
O tic - tac imaginário ao olhar o relógio
Traz à tona tudo que um dia foi perda de tempo
Os ponteiros se movem lentamente até parar
Só em imaginação, podendo voltar o tempo.
Lembro-me quando criança nas chuvas de gelo,
estendendia as mãos para que uma de tantas caísse pra mim.
Nenhuma, então voltava triste e me deitava na cama,
para ouvir o barulho até adormecer.
Guardei rosas por entre os livros que mais gostava, quando criança.
E agora quando moça os folheio e as encontro secas
Será que assim estou?
Não sei. Tudo o que sei é que a vida é rápida demais, vive – lá é prioridade.
Eu vejo beleza em tudo que é bizarro e estranho aos normais.
Gosto de tudo que é simples, tudo que é aconchegante à mente e ao coração.
Nada mais me atrai a não ser a beleza da inteligência e criatividade.
Dou mais valor a uma flor que pode secar com o tempo
Ao invés de uma jóia que pode despertar cobiça alheia.
Prefiro o silêncio de uma dúvida ao silêncio de um rancor.
Prefiro dar as costas à raiva e me sentar durante as noites do lado de fora
Sentir o prazer de poder sentir, qualquer coisa, o vento que corta meu rosto
E sussurra ao ouvido, a chegada do frio, das coisas que viram junto, a beleza.
Fechar meus olhos calmamente e adormecer ali mesmo
Acordar com o som da natureza em seu constante trabalho, um belo amanhecer
Como se viesse ao mundo naquele momento, sem dúvidas, com conhemento.
Ver que “a vida só faz sentido quando lembramos de vive – lá”, contudo.
Ver que “o amor move montanhas”, mas é preciso nos mover primeiro.
Melhor que comer chocolate e saborear lentamente
É observar uma legião de seres humanos com um único objetivo tolo, consumir.
Observar a quebra; a queda; a falta. E dar gargalhadas das abstinências.
Ver todo um pânico de uma sociedade fora de controle, sem seus vícios.
O mundo se esqueceu de uma vida simples como comer um doce caseiro.
De como se deitar em uma grama ao invés de um divan.
Já dizia meu velho pai “esteja na sociedade, mas não faça parte dela”.
Eu estou em um mundo paralelo à esse em que costumamos dizer que vivemo[s]ofrendo].
No meu mundo eu posso tudo, só não posso nada
Posso gritar, viajar, posso mudar, posso amar que as coisas continuaram a meu favor
Imagino, faço, realizo “nele tudo posso” quando quero a paz e o amor
O amor... Ah... O amor... Que trasborda em mim como se fosse o último dos sentimentos ainda vivo, escorre pelas as minhas mãos e sai à procura daquele que tanto quero ao meu lado. Vai... Segui em frente, bata a porta, quem sabe ele o atende. Porta fria, de gelo antigo que predomina por todo o interior, “quer ser meu pingüim?”. Sim! Eu quero!

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