E me convidou para conversar
Aqueles olhos azuis como o lago que afogou Narciso
Aquelas mãos calejadas, sinais de tempos de trabalho
A voz me soava como segurança em pleno perigo
E o beijo... Como sonho que quando acaba, fazemos o possível pra acontecer novamente
E aconteceu... Uma, duas, três, quatro, cinco vezes até onde consegui lembrar
A alegria era tanta que mal tive tempo de parar e contar apenas experimentar
Se as mãos me seguravam, era para não deixar nada de ruim acontecer
Se os olhos me olhavam, mostravam eles que a minha beleza morava ali dentro
E se a boca me beijava, aquela me dizia quero mais...
É impossível deixar de lado a minha euforia, minha alegria
Aquela pessoa traz lembranças do tempo em que eu era feliz
E me faz feliz!
É pena eu sei, meu coração ainda não se deixou invadir por essa pessoa
Mas eu sei que ela é muito mais do que eu possa imaginar
Muito mais do que possa ver ou sentir
Livros, sabedoria, inteligência, conhecimentos são meras qualidades que só fazem humilhar
Posso conter todos essas qualidades e muitos mais, mas... Existe uma que maioria é incapaz de ter consigo: honestidade e humildade, dentro de si mesmo. E de maneira límpida.
Essa pessoa é de caráter maravilhoso, fiel as suas qualidades. Faz porque gosta, usa porque precisa, diz o que sente... É fiel à suas qualidades e não as tem como troféu de exibição.
As palavras são tão doces que nem parece estar neste mundo, e acaba me levando junto
Eu ouço aquela voz, doce rapaz...
Que passeia por ali, que eu observo com atenta atenção sem piscar
Que contemplo cada gesto, atitude e sorriso
Me toma pra ti, doce realidade que mais parece um lindo sonho
Me dê colo pra chorar [de rir], ombro pra sentir tristeza [de não conseguir retribuir tamanho sentimento], abraços pra sentir dor [de tanta força com que me aperta], cor nesse meu mundo, onde a única fagulha de tal cor ambulante sou eu.
Toma pra ti essa chave que simboliza agora meu amor e não um sentimento guardado,
faça com que minha vida tenha mais um sentido, além de estudos e trabalhos, um futuro incomum com noventa e nove por cento dos seres humanos da Terra.
Seja a companhia que viajará comigo, nas estradas aleatórias seguidas por nós, sobre duas rodas (Harley - Davidson).
Seja aquele que me fará companhia sobre/em baixo da coberta a olhar o céu.
Seja aquele que assim como eu, deixa de lado, a rotina que se faz corrente, as regras, as coisa que só valem a pena para quem nos colocou naquele caminho (sem direito à escolha).
Seja aquele que não se repreende por notas, jeito de ser, etiqueta, e tudo que só faz ficarmos constrangidos por não agirmos como manda o figurino.
É esse o caminho que quero trilhar nos momentos de liberdade, é por esse caminho que quero ti levar.
Dê - me a honra de sua presença (indispensável), viaje comigo, sorria comigo. Quero que faça parte de minha vida.
Cada movimento é um retrato seu feito pelos meus olhos, um sorriso por mais que envergonhado é um motivo pra ti amar mais. E esses olhos... Como eles me hipnotizam... Os olhos azuis como o lago que afogou Narciso.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Doce realidade
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Carta ao "amigo"
Se disser a verdade por detrás da mentira que se faz verdade haverá dor
E dizer que amor quanto mais partido se fortalece, não seria blasfêmia
Vestir algo que não ti combina, para disfarçar a dor intensa
Metaforicamente decepção se faz dor, e a mascara cobre
Quem melhor do que a mascara pra ver as lágrimas e senti - las?
Simplesmente não há!
Se é decepção, dor, amor. Sinceramente nunca fez diferença pra quem deu o tapa e escondeu a mão
O rosto que apanha já está cansado e surrado
Simplesmente não há do que rir!
Sorrir seria falso, quando a vontade é de chorar.
A rosa secou, a porta fechou e no chão o joelho tocou
Nunca fui assim... Nunca fui estranha, só um vulto de silêncio dos olhos crentes no amor.
É preciso mostrar um pouco do que se sente. Fiz jus, ti dei a decepção, se é que a sentiu.
Entendestes agora?
Nada do que vá me dizer vai aliviar isso, mas o que vai contribuir com esse sentimento doloroso é aquele nome.
Cada brilho, palavra, gesto que se refira a ela me pega pelo pescoço e enforca, deixando
em mim marcas de algo profundamente entristecedor
As palavras ferem mais que arma de combate, o que eu fiz foi retribuir
É minha defesa já que atacou sem dó nem piedade
Não tive peso, a importância dada a mim nunca existiu
Se o que eu digo fosse levado a sério, então teria pensado em meu sentimento sublime antes de dizer aquele nome.
Não preciso ignorar, não preciso bloquear, não preciso gritar
“O silêncio falará por mim".
Frases baratas são ditas, mas, mais barato ainda é meu amor. Não tem valor à você, nem mesmo cuidado para não feri - lo.
É sentimento meu e não seu ("É sentimento seu e não meu")
A dor é minha e não sua, e se hoje tenho tanto silêncio, (uma qualidade) devo isso a ti.
Antes de conhecer o silêncio, meus gritos me faziam ser o que eu nunca fui. E acabavam distanciando o que já estava distante
À distância... O amor não pode ser cultivado a distância, por isso me deste amizade (ou não).
Sinto muito se causei a impressão de rejeita - lá, nunca foi minha intenção.
Mas a verdadeira amizade é o que mais prezo, e amizade verdadeira é um fruto que nasce da união de dois seres, como se fossem irmãos
O meu parecer nesta união nunca foi realmente visto (nunca apareci), "quis acreditar numa mentira".
Carreguei por tempos essa mentira (ser amiga verdadeira), mas chega uma hora que a verdade sempre aparece, mas eu nunca fiz questão de esconde - lá
Você quem quis cobri - lá com o manto da amizade,
Mas a verdade é fogo que queima dentro de mim
Assim queimou esse manto,
“A verdade sempre prevalece”.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Mosíah
Numa longa jornada deparei – me com um ser infeliz
Trazia consigo a doença da incógnita
Era drogado por ela e nela se viciava
Eis que eu continha a cura, mas precisava de uma prova
Uma prova de aquele ser não se drogaria novamente
Uma prova de aquele ser não iria me enganar.
O peguei pela mão e fiz imaginar um mundo novo
Disse que aquele mundo poderia ser real
Caminhamos juntos durante meses
E eu fui me drogando por aquele ser
Viciei e vi que havia mais uma razão para ajuda – lo
Eu havia caminhado muito e não me dera conta
Eu estava consciente, porém o meu inconsciente é que deveria estar consciente
Ao olhar nos olhos daquele ser, eu me via e dali em diante despertei
Os dias passaram, ambos nos silenciamos.
Foi que subitamente o ser respondeu
Disse sobre amizade que não desejava perder
Então disse que a amizade ainda estava viva (dentro dele).
E sorri (cultivei amor dentro de mim).
Aquele ser se envaidecia com meu amor
Achava – se o rei, eu o fiz assim, eu lhe dei este poder diante desse amor
Nunca parara e vira realmente os meus olhos
Tanto que num desespero olhou em outros
Cometeu a blasfêmia de dizer que os meus olhos eram inconfundíveis
Tanto que pensou os ter visto, andando pelas culturas litorâneas.
Eu sorri e disse que aqueles olhos não eram meus
Poderia ter dito que sim, ter feito aquele rei mais uma vez envaidecer
Mas não, disse a verdade por mais uma vez.
Os dias passaram, ambos silenciaram
O ser subitamente respondeu
“ – Perder a amizade é uma falta muito grave pra mim”
Mas dessa vez eu disse sobre o meu sentimento
“Jamais morrerei por você, se tenho esperança em seu amor por mim”.
Eu já não sabia mais o que dizer pra convencer aquele ser de que ele era importante pra mim, mas nem tanto assim. A ponto de eu morrer por ele...? Não...
Será que esse ser não vê que me magoa, parece que gosta de brincar com meu sublime sentimento. (“Chega!”)
Diga o que quiser, ser “incógnita”, eu já não me abalo mais diante de tanta frieza
Se, encontrou aquela que acha ser a esperada, então seja feliz!
Queria dizer por mais de tempos, minha burrice diante de ti é criação de minha grande inteligência
Minha fragilidade é criação de minha grande dureza
Minhas lágrimas são criações de minha fraqueza (amor)
Fiz de tudo pra não ser superior a você
Escrevi errado, disse bobagens, cometi gafes, fui pelo torto
Fiz de tudo pra ver qual realmente era sua face
Depois de descobri – lá iniciei minha missão
Vi mascaras, vi fantasias de um baile onde eu me fazia “Bobo da Corte”
Pois bem... O Bobo se revelou diante da última dose do rei
Só que a face que o rei pensava já conhecer na verdade era só maquiagem
A face verdadeira jamais declama seu amor
Jamais é seca, por minutos ela se revelara
Mas o rei é cego e não vê a verdadeira face
Pensa ser o mais inteligente, de fato é
Mas esquece que como ele, há mais (O Bobo foi burro igual ao rei – o amou –).
Então o bobo se retira da festa agradecendo pelo trabalho a ele incumbido
Bate palma para o rei, mas a platéia não pode rir
O Bobo já não está mais com máscara
O Bobo por minutos se revelou
O Bobo chorou, sentiu seu coração partido, dançou com o rei, sentiu – se brinquedo
Mas o Bobo sabia que o rei era cego
Era missão mudar algo no rei
O rei tão burro, lhe confessou a mudança
Esqueceu que o bobo um dia lhe dissera
“Sou irônica, sarcástica, vingativa, amo surpresas e tenho uma missão”
Ops...rs... O Bobo é mulher....
Ó Boba tua missão já está cumprida, agora ao rei resta lhe o seu amor (uma tolice).
“O espelho engana” e olhos mais ainda.
A última dança
E a louca poetisa perdeu os sentidos ao se deparar com aquele nome
Viu que seus olhos derramavam lágrimas sem controle
Olhava o pequeno inseto, naquela luz que refletia as águas em seu rosto
Pensava que aquele inseto era insignificante, aparecera ali devido a janela aberta,
O inseto procurava luz e havia achado
E assim pensou consigo: “pensei ser luz, que achara sua luz, porém esta se encontra tão longe que encontrou a luz que lhe faltava”.
“Eu sou um inseto insignificante diante dessa luz, agora vago por aí derramando gotinhas de lágrimas”.
Sentiu que seu rosto não tinha expressão, só sabia da enorme tempestade que ali dentro de seu ser se formava.
É bela pensou, seu poeta detalhava com tanta ternura e amor que era imaginável aquela moça.
Levantou-se, sentou – se, chorou, pensou, reviu seus conceitos e tornou a chorar.
Aquela noite não terminava, estava mais longa que de costume. O sono não vinha, não estava bem com tudo que havia acontecido naquela noite, com a notícia que veio tão derepente e abalou tudo.
Não queria ouvir a consciência que dizia sobre o que ela sentia naquele momento, a consciência parecia mulher inconformada com a vida, jogava tudo na cara e dizia que aquilo era dor.
Ergueu – se daquela tristeza infantil e foi olhar a lua, mas ainda assim aquele nome não saia de seus pensamentos. “Droga!”
Sentia – se mais pra baixo que um indivíduo, depois de receber não em um emprego tão
desejado.
Procurava uma razão pra não sentir aquilo, pra não ter conseguido chegar perto da luz.
Decepção... Nada justificava aquilo que sentia.
A poetisa Pequena Bailarina já ensaiava a sua última dança naquele pavilhão,
Havia uma grande incerteza em seu pequeno coração.
Sabia ela que naquele lugar sagrado a tal moça iria pisar sempre e acompanhada, coisa que ela não tinha – companhia –.
Deu corda e pôs sua caixinha no chão depois de abrir
E a canção começou, a dança começou, as lágrimas começaram, a dor começou
Um vazio tomava conta de sua alma, sua sombra não aparecia pois já era noite
Ela dançava só, numa escuridão, naquele pavilhão
Como de início, dançando em busca de luz que pensava ter encontrado
Ela dançou sua última dança.
A verdade sempre aparece.
domingo, 30 de novembro de 2008
Lisboa - Portugal, 01 de Março de 1459
Pai, sinto muitas saudades do sr. e de minha irmã Jan. Sei que estara a ler esta carta muito depois desta data. Poi bem, já embarquei e segui minha primeira viagem no dia 19 de Fevereiro, sei o que está a pensar: "saiu de casa em Janeiro, porquê a demora? ". Os portugueses ainda estavam me regularizando dentro de portugal devidos aos varios conhecimentos que obtive em meus estudos (obrigada pai), dam muito valor para espanhóis principalmente com muitos conhecimentos. Eu espanhol (espanhola), sabendo desenhar muito bem em todo o território de portugal, é tudo que eles mais precisavam para serem os primeiros a relatar detalhadamente cada descoberta. É pai... Ter que me disfarçar como homem não está sendo fácil, mas é meu sonho e vale o sacrifício.
Muito bem pai, o senhor me pediu descrições já que é seu sono navegar em grandes veleiros. Para começar, pela manhã corda - se
sábado, 29 de novembro de 2008
Caixinha da Pequena Bailarina
Razão simples de me fazer bem, apareça.
Desapareça dor de amor, saudade ou solidão
Hoje eu quero é ser feliz, me deixem ser feliz.
Os pequenos passos da bailarina
Formam a infinita dança do compasso rítmico.
Ela dança com tamanha emoção e sentimento
Envolvendo cada olhar num profundo transe – os viajantes dos olhos convidativos –,
Na desenvoltura dos passos e balançar do corpo.
O vento encontra – se com o perfume das flores,
que brocham e desabrocham nos dias ensolarados.
Envolva vento os meus cabelos negros
Sussurre em meu ouvido os segredos do mundo
Dance vento comigo no passo do compasso dessa valsa.
Que valsa nostálgica, envolvente e enigmática
Vinda da caixinha da pequena bailarina
Dance... Dance... Desenvoltura alegre e perfeita.
Leve – me, me leve a voar e naquele pavilhão chegar
Leve. Que a pequena bailarina quer dançar
Leve – a àquele pavilhão cheio de janelas
Chão de madeira, pilares quadrados, luz natural.
Já faz tempo que aqui não venho,
foi uma única vez, a primeira vez e não estava só.
Visito esse lugar sempre só,
sempre buscando companhia.
[O Poeta e a Bailarina dançam ao som de Dancer vinda da caixinha [imaginação]].
Dance... Dance... No passo do compasso
Não pare, busque. “Seja feliz”. Dance...
Envolva vento, os cabelos negros da pequena bailarina.
Razão simples de me fazer bem, apareça...
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
E os olhos se abriram diante da verdade
Deu – se conta que estava incompleta
Os dias, semanas e meses de tormentos já haviam passado
Sua alma conhecera parte de um mundo que agora é bem vivido e revivido
O “adeus” era preciso:
Para aprender a viver;
Para descobrir novos horizontes;
Para amadurecer os pensamentos;
Para sentir saudade;
Para sentir o maior amor possível;
Para aprender a dar valor.
Então descobriu que seu coração estava dividido
Ficava confusa diante de tanta bondade e beleza e de uma mudança radical que muito antes de conhecer àquela bondade, esperava ansiosamente e sofredoramente.
Sentiu seu peito apertar quando viu a bondade e beleza por ela passar sem olhar.
Sentiu uma enorme felicidade ao ver a mudança radical em sua porta bater.
O que ambas as pessoas, uma com tanta bondade e beleza e outra com uma mudança radical, tinham em comum?
Ambas tinham o amor da mesma mulher.
Que saudade....
Saudade daquela velha estradaSeguia sempre verde, cheia de beleza.
O tic - tac imaginário ao olhar o relógio
Traz à tona tudo que um dia foi perda de tempo
Os ponteiros se movem lentamente até parar
Só em imaginação, podendo voltar o tempo.
Lembro-me quando criança nas chuvas de gelo,
estendendia as mãos para que uma de tantas caísse pra mim.
Nenhuma, então voltava triste e me deitava na cama,
para ouvir o barulho até adormecer.
Guardei rosas por entre os livros que mais gostava, quando criança.
E agora quando moça os folheio e as encontro secas
Será que assim estou?
Não sei. Tudo o que sei é que a vida é rápida demais, vive – lá é prioridade.
Eu vejo beleza em tudo que é bizarro e estranho aos normais.
Gosto de tudo que é simples, tudo que é aconchegante à mente e ao coração.
Nada mais me atrai a não ser a beleza da inteligência e criatividade.
Dou mais valor a uma flor que pode secar com o tempo
Ao invés de uma jóia que pode despertar cobiça alheia.
Prefiro o silêncio de uma dúvida ao silêncio de um rancor.
Prefiro dar as costas à raiva e me sentar durante as noites do lado de fora
Sentir o prazer de poder sentir, qualquer coisa, o vento que corta meu rosto
E sussurra ao ouvido, a chegada do frio, das coisas que viram junto, a beleza.
Fechar meus olhos calmamente e adormecer ali mesmo
Acordar com o som da natureza em seu constante trabalho, um belo amanhecer
Como se viesse ao mundo naquele momento, sem dúvidas, com conhemento.
Ver que “a vida só faz sentido quando lembramos de vive – lá”, contudo.
Ver que “o amor move montanhas”, mas é preciso nos mover primeiro.
Melhor que comer chocolate e saborear lentamente
É observar uma legião de seres humanos com um único objetivo tolo, consumir.
Observar a quebra; a queda; a falta. E dar gargalhadas das abstinências.
Ver todo um pânico de uma sociedade fora de controle, sem seus vícios.
O mundo se esqueceu de uma vida simples como comer um doce caseiro.
De como se deitar em uma grama ao invés de um divan.
Já dizia meu velho pai “esteja na sociedade, mas não faça parte dela”.
Eu estou em um mundo paralelo à esse em que costumamos dizer que vivemo[s]ofrendo].
No meu mundo eu posso tudo, só não posso nada
Posso gritar, viajar, posso mudar, posso amar que as coisas continuaram a meu favor
Imagino, faço, realizo “nele tudo posso” quando quero a paz e o amor
O amor... Ah... O amor... Que trasborda em mim como se fosse o último dos sentimentos ainda vivo, escorre pelas as minhas mãos e sai à procura daquele que tanto quero ao meu lado. Vai... Segui em frente, bata a porta, quem sabe ele o atende. Porta fria, de gelo antigo que predomina por todo o interior, “quer ser meu pingüim?”. Sim! Eu quero!
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Doce ilusão
Estou te olhando, está sem qualquer tipo de expressão
Não sei se pergunto, se falo algo, se silencio...
Melhor viajar no silencio dos teus olhos.
Mergulhar nesse azul e ir até as profundezas,
descobrir todos os segredos e ser mais um.
Minha ilusão mais realista, saia daí de dentro e venha até aqui.
Me abrace forte e diga que foi só um pesadelo, me acalme com sua calma.
Diz que eu sou aquela quem espera, que cheguei a tempo, que minha presença te deixa muito mais feliz. Ilusão minha imaginar.
Ouço o último soar do tambor, vejo o Sol nascer e desaparecer com todas as estrelas que eu tentava contar, pra passar o tempo que me consome a paciência.
Asas imaginarias, virem realidade. Sou um anjo da noite, quero voar antes que amanheça.
Cantem pra mim. Cindy, Scorpions, Anathema, Bruce Dickinson, A -Ha, Caetano, Chico, Vanessa, Elis, Tom... Façam essa noite ser mágica, façam meus ouvidos sentirem a brisa do som que exala de vossas vozes.
Flor que dorme, desabroche pra mim. Lua que hoje está de folga, apareça... Quero a nuvem mais macia pra me deitar e a coberta mais estrelada pra me cobrir... Lancem estrelas cadentes para meus olhos contemplarem a beleza da luz.
Quero esquecer que tenho amor por alguém, quero ser neutra pelo menos uma vez, sentir que não sinto nada a não ser a beleza de uma vida inconsciente.
Minha doce ilusão me deixa mais uma noite, sem saber como continuar eu continuo. Estendo um cobertor na grama e ali durmo sem medo, nas noites mais solitárias. Sinto saudades mas é solidão que chega de novo, estou ciente disso, agora estou fora de casa, estou olhando o sono profundo do mundo. Que doce sono, que frágil e fácil de destruir, enquanto o mundo dorme, sorte que a sorte nos visita sempre e a grande proteção vinda do maior está à prontidão.
observo a escuridão e na escuridão alguma esperança vinda de dentro de mim. O que eu quero realmente? Quero você? Quero tua atenção? Quero seu amor? Quero sua admiração? Não sei mais o que quero, se tornou muito grande pra minha imaginação tão frágil. É tudo mais grande agora, tudo mais além, mais intenso. Cada vez mais intenso, cada vez mais forte, que toma conta de mim por inteira.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
3º Texto
Acordo, e não há um dia que não me lembre de seu nome, e em seguida tudo o que houve.
Sou tão feliz, mesmo com tantas coisas que me deixam decepcionada. Porém sei que felicidade completa vai ser ao ti encontrar mesmo que por alguns minutos.
Não é difícil encontrar alguém pra viver mas alguém pra morrer, junto.
É fácil dobrar a rua e me sentir desejada, mas admirada e cultuada jamais. O esforço de conhecer mais a fundo é pequeno diante da comodidade de tantas outras que preferem se entregar facilmente.
Os olhos que me seguem, não são olhos bons e desejáveis a uma mulher, mas a uma prostituta. Me apago a cada momento que me deparo com isso, estou perdendo as cores, vivas um dia como as de um pássaro.
Cada beleza que observo não são as feitas pelo homem, mas pela natureza. E me prendo a cada detalhe, até mesmo o abrir e fechar das asas de uma borboleta, o enrolado de um gatinho em seu sono por entre as patas ou a harmonia de cada instrumento em uma música, formando cada qual uma pequena melodia que faz uma sinfonia. Os detalhes me lembram você, por cada detalhe que passei horas olhando em sua imagem.
Pensar que ouvir uma palavra sua em poucos minutos eram longas horas de felicidade para mim, imaginando o que seria então palavras com grande afeto, que sentimento eu teria?
As vezes sento ao lado de fora de casa e fico olhando o Sol se por, e quando volto da escola antes de entrar, deito na grama, até mesmo quando molhada e fico a olhar o céu. Parece pra mim, esse ser o momento em que ti encontro e ti abraço.
Se canto ou danço, imagino a minha plateia só com você.
Se me solto e caio na água, mergulho pra entrar em seus pensamentos quiçá o coração.
É uma tempestade que se forma dentro de mim ao mesmo tempo que uma calmaria acontece, sem hora pra terminar. É uma ventania que me arrasta os pensamentos e idéias deixando uma bagunça e confusão.
Vento que ventou, chuva que molhou, Sol que secou. Tragam de volta o tempo que no infinito do espaço viajou e não me levou.
Segue no céu claro e cheio de cores quentes, o pássaro batendo as asas que parecem arrastar a noite estrelada, deixe me fazer parte desse voo. Aqui dentro é só solidão preciso de uma nova missão.
Se digo adeus não é pra ir mas pra insistir, e se faço trovões é porque quero nuvens brancas a pairar em contraste com o céu e o Sol mais belos que já houvera antes.
Me dê sua mão e ti mostro coragem ao invés de medo, ti mostro que não mudo pra pior e nem sei morrer.
Aqui dentro de mim é noite sombria com lua cheia, arco - íris depois de chuva forte, deserto escaldante, mar imenso, cachoeira de grande abismo, gelo e chuva de neve, lago límpido e claro como os teus olhos.
Dócil e calma, não sei ser grosseria e nem guardar rancor. Se tens a mim, faz o que bem queres, terás sempre um belo sorriso e braços abertos, postos e dispostos a qualquer momento, mesmo sendo para receber apunhaladas, ingratidão ou traição, eu ainda dou o direito de escolha, desde que seja sincero e verdadeiro.
Meu andar é minha mente sobre meu corpo, se estou parada é meu corpo sobre minha mente e se durmo é pra tentar encontrar as razões que me fazem estar aqui. Quando não as quero encontrar simplesmente faço como agora, as descrevo.
Gosto de capturar assuntos no ar, se é a mim que se referem, gosto de jogar até chegar em sarcasmos e ironias, dar surras sem mover um dedo. Sentar e sentir que estou dentro de um vidro e que faço questão de estar dentro dele.
Se erro qualquer coisa, é por euforia ou muito o que falar que as palavras saem embaraçadas e as mãos ansiosas para escrever, deslizam . Sou perfeccionista demais, cada detalhe conta, se não tudo se torna lixo. Todos que estão comigo, ao meu lado tem que ser ou dar o melhor de si mesmos, afinal o mundo exige isso de todos. Mas o meu perfeccionismo me atrapalha nas minhas amizades, seleciono, escolho, descarto e e acabo ferindo. Prefiro me fechar no meu mundinho e na "redoma de vidro" como meu próprio pai cita em suas horas de fúria.
O que eu sou? Uma garota que escolheu seu caminho depois de muitos desafios, decisões e sacrifícios. Só quero um pessoa agora, o que eu digo a ela é sentimento que jamais disse a alguém, mesmo que este tenha sido uma das duas paixões da minha vida. Só essa pessoa ouviu e ainda ouve, eu sei que de fato nunca irá compreender. Tudo bem... A vida também é incompreensível e ainda sim vivemos com ela mesmo sem compreendê - la.
O que eu sinto agora é vontade de chorar como criança, cair no chão e lá ficar por horas sem saber se um dia vou ti ter e levantar com vontade de cair novamente. Cair... Quantas vezes eu já não cai e levantei? Dava gargalhadas até chorar, grudava nos outros e cantava, atormentava e era feliz fazendo os outros rir de mim. No que me transformei? Estou mais séria do que nunca, "se os outros ti conhecesse como você realmente é, ti amariam profundamente" dizia minha irmã, e agora? Eu não perdi nada, mas existe só uma pessoa que me faz libertar dessa "redoma de vidro", e eu sei, vou ficar presa aqui por muito tempo, pode ser pra sempre ou até o dia em que ele perca o medo.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
2º Texto
Como sempre, confundi tudo, ai que dor... É... Não há o que descreva isso. De novo...
Estender a mão pensando em um toque, esperança.
Olhos atentos e brilhantes, surpresa boa.
Sorriso o dia todo, felicidade que está por vir.
Ânsia de encontrar logo, impaciência.
Contemplar cada gesto, cada direção que os olhos tomam, cada expressão e inexpressão, amor.
Sinto que eu estou ficando péssima em palavras, em como transpor o meu eu, mas... Eu não tenho que dizer nada, quem quiser entender que entenda ou não entenda. Eu não tento mais entender, achar algo que me rotule, me diga o que eu sou. Prefiro não saber como eu sou, surpresa é um tempero indispensável, a chama que arde dentro de mim está se apagando. Não sei mais. O que eu sei agora é que o passado me condenou muito, e agora tento seguir a diante, mas ele me persegue, oras é passado. Droga! Fique para trás, me deixe!
Eu tento, juro que tento, não pensar, não falar nesse nome Mosiah... Não escondo, estas vendo? É incrível como os pensamentos vem à tona derepente, estava mantendo distância, para não acontecer isso.
Em meio a tantas que estão tentando uma chance, eu sou aquela que dá as costas e segui com esperanças, é amarga a lágrima derrubada sobre os lábios já cansados de pedir algo diferente na vida.É amarga mesmo. Se vou morrer? Um dia quando estiver bem velha talvez ou hoje, agora, amanhã, daqui dois dias, daqui um segundo... Desejo sempre estar viva para sonhar e realizar o desejo de estar com você. É um desabafo? Não. É a minha realidade todos os dias, carregar essa chave pra não me esquecer de guardar o que sinto e para deixar ser tola.
Eu não sou louca para ter atenção especial, firmo meus dois pés no chão e dele não tiro mais, sou assim... Previsível demais talvez ou imprevisível, posso estar aqui agora e se houver como, estarei daqui três horas e meia aí com você.
Lua que me faz companhia agora brilha lá fora solitária no céu, nuvens passam por ela e ela ali parada, daqui duas horas mais vinte e cinco minutos o Sol aparece e brilha contudo, e a Lua... Se vai. É assim que me vejo.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
1º Texto
Passo o tempo tentando esquecer, volto ao ponto de encontro para ver se encontro o motivo de tudo que sinto, mas é busca perdida. Eu fui a experiência mais assustadora e infantil que houve nisso tudo, é como dizer que foi um desastre em uma experiência tão desejada.
Leituras simultaneamente fazem de mim um elemento neutro entre muitos, mas que se destaca dentre poucos. É... Eu estou chegando ao fim do enorme começo, e achava que era inútil continuar tentando, perdi as esperanças? Não... Só estava tentando esconder meu sublime sentimento.
Viajei em tão curtos espaços de tempo em textos, poemas, músicas, vídeos, bíblias... "Que é pra ver se você olha pra mim..."
Vejo enigmas, códigos, pistas que talvez pudessem me levar até você, vejo palavras, sentimentos expressões que poderiam ser pra mim, mas... Será que sou tão notável assim? Cada palavra se encaixa perfeitamente, cada verso , linha , frase... São todos perfeitos, que citar ao menos algo referente a mim, seria derramar água salgada sobre o lindo papel de lindas palavras e manchar até desaparecer tudo. Parece que meu mundo nem se compara ao seu, é muito pra mim... Mas... Muito seria pouco ao que sinto e que me proponho a dar com amor. É complexo demais pra mim, e eu fácil demais de se compreender. Bem, os opostos se atraem certo? Por que não nós?
Descobri tanto sobre... Que descobri a mim também e descobri que descobri, que continuo com meu sentimento sublime e que tento o manter guardado, é ética, não posso distorcer o que está seguindo seu perfeito caminho, seria uma pedra atrapalhando, tomando tempo. Me retiro simplesmente, e espero que tudo ocorra como devera ser.
Mas espere! Eis que agora vejo algo, uma luz que me chama ao longe, tenho que ir, não posso perder. Esqueçam tudo, tudo que disse! Quero ir, correndo, dar um forte abraço...
Eis que escuto seus gritos com tamanha euforia, ter ti comigo é... Pois sinto me mais feliz com o que me diz agora, é esperançoso, é as sem - razões do amor que brocham e desabrocham em mim, em meu ser tão ansioso.
O quanto desejei esse momento é inimaginável ou impensável. É dar um presente a uma criança tão inocente e pequenina, que mal sabe o que fazer primeiro com o tão precioso..."Do escuro eu via o infinito sem presento, passado ou futuro. Senti um abraço forte já não era medo, era uma coisa sua que ficou em mim que não tem fim... Pela beleza do que aconteceu a minutos atrás."
Me chame, me leve, me diga que escutarei apreensiva mente, com fome de ouvir cada vez mais, de sentir cada vez mais de enxergar cada vez mais...
Adriana Calcanhoto - Nada ficou no lugar.
"Do escuro eu via o infinito sem presento, passado ou futuro. Senti um abraço forte já não era medo, era uma coisa sua que ficou em mim que não tem fim... Pela beleza do que aconteceu a minutos atrás."
Ney Matogrosso - Poema.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Música/Letra: Ninguém vai te amar assim
Eu posso ser a chuva
Molhando os teus cabelos
Sentir teu coração
Sentir o teu apelo
E se quiser amar
Vou ser teu namorado
E se quiser chover
Faço em papel marche
Um céu enluarado
Invento um mundo só pra gente
Tudo diferente, nosso paraíso
Vento que ventou saudade
Traz felicidade
Meu primeiro amor
Ninguém te amou assim
Do jeito que eu te amo
Cuida do que é teu
No fundo eu sei que eu
Sou parte dos teus planos
Ninguém te amou assim
Do jeito que eu te amo
Não deixa eu te deixar
Não dá pra separar
O azul do oceano.
Escrito por Norton Rocha
Porto Alegre, 7 de Novembro de 2008.
domingo, 26 de outubro de 2008
Lyra
- Ó meus homens... Meu cavaleiro, meu gladiador, meu arqueiro, meu samurai, meu mensageiro... Meus guerreiros, eis que preciso contar - lhes um segredo. Durante meses mantive conversas com outro homem, pois bem que me apaixonei por ele, creio que agora encontrei aquele que faltava em nossa sociedade secreta.
- Vocês são todos homens honrados, justos, honestos e leais. Mas falta - lhes a inteligência e o silêncio devido em muitas horas de combate, este novo guerreiro é a chave que abre minha porta, que por detrás esconde vocês. É esperada a hora que ele se junte a nós, eu o amo, não escondo de vocês cavalheiros... Jamais escondi segredo algum, não temos segredos. Ele está longe, e isso me deixa angustiada; ele não me quer, agora entendo o porquê.
Este guerreiro segue uma religião muito além da compreensão de vocês, prefiro que não entendam poderão ficar loucos, eu tive a sorte de não enlouquecer. Meus guerreiros, celebrai vos o meu dia de visita a este homem, eis que com a chegada dele a nossa sociedade, eu finalmente posso participar das batalhas com vocês.
"Eles me olhavam profundamente, e o gladiador Írius tinha um triste olhar, com seu rosto baixo sobre o braço direito, reverenciando - me. Eu sabia de seu amor por mim, mas não poderia corresponde - lo, já que de acordo com o 3º código: "Rainha Lyra deverá se juntar a um único homem, predestinado a chegar logo que estiverem reunidos os cinco cavaleiros, e este sendo o sexto cavaleiro de Rainha Lyra, será também seu marido e Rei." (É triste minha sina, ter que seguir algo escolhido por meu pai Rei Árus e obrigar estes pobres homens a estarem ao meu lado pelo resto de suas vidas, através da SÚG - C (Sociedade dos Últimos Guerreiros - Classes)).
- Ó todo poderoso Rei Árus, por que me fizeste prisioneira de seu tratado entre homens?!
Todos os dias de minha vida, é a mesma pergunta que busco resposta gritando aos céus. Sei que meu pai jamais me escutará, sei que esse povo depende de meu governo e sabedoria. Mas embora eu esteja viva ainda não sei o que é viver. Guerreiro que espero tanto, me tome em seus braços e me dê vida, faça com que as cores que espalho neste reino ao passar sejam eternos e alegres".
Lyra não sabia mais se aquele mundo era seu lugar, sempre fugia nas noites enluarada até o topo da montanha mais próxima e deliciava - se dos frutos de morango (que ali plantara quando moça), enquanto olhava o céu com um grande caminho de estrelas imaginando - se andar por ali. Mulher de poucas palavras, mais pensava do que dizia, sentia - se frágil e desamparada, contemplava um homem que habitava seu coração, mente, pensamentos, alma seus desejos... Lyra possuíra um poder de sedução involuntário muito grande sobre os homens, não se aproveitava disso, seu amado era apenas um...
Corria logo para o castelo antes que os servos dessem conta de seu sumiço e fizesse grande alarme, seus delicados pés passavam pela grama cautelosamente e cuidadosamente para não pisar em nenhuma das flores que embelezavam aquele jardim natural enquanto pensava em seu amado.
Quando será que o verei? Seria muito mais do que mágico esse momento... Esse cavaleiro robou meu coração só esqueceu de me levar junto.
Ó homem que tens belas palavras na ponta da língua, que vê coisas tão óbvias mas que ninguém vê, que valoriza cada detalhe de uma flor no desabroxar... Anseio por ti meu amado, anseio pelo os teus olhos nos meus, do teu conhecimento sobre eu.
- Lyra, corra!
- Quem está aí?
- Corra menina, depressa!
- Esconda - se aqui, venha até essa arvore!
Lyra não sabera que lhe chamara e nem o por quê, mas ainda assim seguiu a voz com um grande medo nos olhos. Mal sabia que ali por perto chegava uma tropa inimiga desgraçada por natureza e amaldiçoada por tudo e todos, por terem o gosto de esquatejar seus inimigos ou quem estivesse em seu caminho e depois fazer um banquete.
Salva por pouco, perguntou àquele jovem rapaz, quem ele era e de onde vinha:
- Sou servo leal de seu amado.
- Trago más notícias.
- Diga por favor!
- Haísom do Reino Zéfios...
Lyra deve ser esquecida e/ou eliminada!
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Jogo de mestres
Sinto - me, como se sentiu ao conversar comigo um dia
Que ironia... Sonho meu... Agora eu sou a rainha do seu jogo.
Observo cada movimento das peças que me envolvem
Mas o meu par como rei, é a peça que falta em meu tabuleiro e eu sou o adversário que falta em seu jogo de xadrez.
Sei que gosta de controlar, manter tudo a sua maneira
Mova - me, coloque - me a seu favor, ao seu lado
acredito que seja hora de me tirar desse jogo
Coloque - me em sua realidade.
Sei qual será cada movimento seu, também sou mestre, jogo de xadrez...
Cada quadrado, perguntas e respostas.
Os negros teus, os brancos meus; eu pergunto e você responde; vamos inverter esse tabuleiro.
Cansei de jogar, quero ser real. Tire - me daqui,
Faça me mulher, não rainha em um jogo de mestres.
Segure minhas mãos e beije meus lábios, olhe em meus olhos, tire - me daqui, quero ser real.
Também estou movendo peças agora, jogue comigo...
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Menina Mulher Parte II
Estás escrava do amor e mal amada
Muitos a machucam em seu sentimento
E tu não chorastes?! "Derramastes apenas lágrimas"?!
Lágrimas que demoram a sair e são poucas...
Mas é possível ver nelas uma grande dor!
Ó alma indignada com meu sofrimento, me deixe...
Tu caminhastes tão só à procura da magia,
mas ainda não se deu conta de que a magia se encontra em você Menina Mulher...
Pobre alma, volte ao meu corpo...
Se entristece tão fácil com o que te dizem...
Quebrarei todos os espelhos que houver em minha frente, só para não ouvi - la novamente!
Levante seu rosto Menina Mulher...
Guarde seu corpo e enxugue suas lágrimas...
Não vale a pena sofrer tanto por tão pouco
Levante seu rosto Menina Mulher...
Sua hora é hora e não mais espera
O que lhe ti aconteceu já passou
Firme seu pé no chão, siga seu caminho
O mundo gira e você se torna mais mulher
Tua luta já acabou guerreia, agora é paz
Descanse seu corpo dessa chama que ti consome
Teu espírito precisa de amor e não de sofrimento
E isso ele não sabe lhe dar, desista disso
Menina Mulher é hora de acordar...
Chamo de pesadelo esse teu sonho tolo
Acorde!!!
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
A sigo em muitos passos
Não vejo nada, apenas a luz ao longe
Estou me vendo e olhando em meus olhos
Constatando o vazio que sentia
Como muitos que procuram, eu achei
A razão pela qual aqui estou.
Mas não venha, não atrás de mim
Quero ficar só como sempre vivi
Ao meu lado eu, do meu lado eu
Longe bem ao longe
Me coloquei para morrer
Sem pensar no que me viria depois
Não acabou, só começou com um grande fim
Virei de longe bem ao longe
Onde ninguém verá que cheguei.
Olhe em meus olhos
Bem profundamente
E veja que por você moveria montanhas
Valoriza isso?
Faz tempestade mas por detrás não está aí
Faz de conta que me ama ou se engana
Me deixe seguir meu caminho e ser feliz
Insistir em ti não dá mais , já desistiu
Contar tempo é função de relógio
Eu sou pessoa, mulher, não mais garota
Preciso de alguém que me escute
Que sonhe ao meu lado pois sou sonhadora
Preciso de alguém que saiba viver pois só quer se matar
Preciso de alguém que me conheça,
mal sabe o que quero.
Não sabe do meu eu mais profundo
Que te revela agora um adeus...
Era eu...
O pensamento no que já aconteceu
Seu corpo tremendo de frio, era eu.
Quando trilhava um caminho, perecia não andar
Caminhava ali mas ali não estava
Não percebia, o brilho no olhar, depois à chorar.
Não sentia dor, não sentia calor
Seu corpo não estava lá
O pensamento era tão forte
Tomava conta do corpo enquanto seguia.
Se desligava muito fácil do mundo quase sempre
O pensamento estaria em um grande nada
Ou estava distante; no Sol; no Espaço...
Quem sabe em outro mundo ou lugar
Se isolava facilmente de tudo e todos
Se aprofundava sem se afogar,
num mar de imaginações e sentimentos
Mar Egeu, Mediterrâneo ou até o Triângulo das Bermudas.
Mar este que a carregava
Toda vez que queria chorar
Talvez esse mar nasceu de suas lágrimas, poderia ter nascido de uma infinidade de tantas outras lágrimas...
Mar este que a afogava quase sempre
Um modo silencioso de matar usou para se aliviar.
Menina Mulher
Mas agora lute contra isso
E contra você mesma
Lute com o pensamento, esqueça o coração
Ele será seu pior aliado
Junte - se a suas lágrimas e dor
Erga - se, a batalha acabou e a luta só começou
Menina Mulher, corpo da perdição
Lindo é também e mais lindo é teu ser
Linda Menina Mulher não se interrogue
Não se pergunte quando é que te descobrirão
Eu te descobri e sou você agora
Te olho dentro de um espelho
O mesmo que se estivesse preza
E está aqui dentro de mim, libertasse
Dentro de você não preciso olhar ao espelho
Basta me olhar p' ra te entender Menina Mulher
Sua hora é hora é chegada a hora
E não mais espera
É agora sua hora Menina Mulher
Brilhe por mim...
Senhora do tempo e da morte. Prazer...
Mas não do amor
Dona do mundo esquecido
Viajo sempre em mim
Em meus olhos.
Olhe em meus olhos
Ninguém consegue, sempre há medo.
Qual é meu nome?
Por que eu não sei.
Senhora do tempo e da morte
Mas não da vida
Dona do mundo adormecido
De olhos fechados porque não enxergo.
Não ver o que ocorreu é meu lema, foi eu quem provoquei...
Apareço sempre quando há conflito
Entro em ação quando há morte.
Qual é meu nome?
Por que eu não sei.
Os homens me chamam de bravura
De ignorância de covardia...
Mas o que mais se adequa a mim...?
É... Meu nome?
Prazer meu nome é Guerra...
E ainda me culpam quando alguns morrem
Mas foram eles quem me criou
E são exatamente eles quem entram em ação, quem faz jus a meu nome...
Eu sou apenas
Guerra.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Roxanne
Me seduziu e se foi como um eclipse
Trouxe a paixão e deixou solidão
Se aventurando nos homens
Nunca voltará para meus braços, por medo
O medo de si mesma, ao me desejar.
Foi se no vento e sabe lá quando para mim vai voltar
Em minha inteira liberdade deixei - me
E tomei ti p' ra mim.
Em uma mulher, garota
Em uma garota que será minha para sempre
Ficaram minhas marcas de amor
Um amor que não se apagará no tempo
Que será meu para sempre.
Poeta
se o verdadeiro poeta vive suas obras?
Por que não ser poeta?
Sim! Eu vivo com todas as emoções
Eu vivo hoje como o amanhã
que pode não existir em meu consciente e espiritual.
Sim! Eu faço tudo , só não faço nada.
Eu posso na vida e na liberdade
Eu levo o amor e a amizade
Levo a felicidade e cumplicidade.
Trago comigo a guerreira e no coração uma canseira.
Em alma, a fé feroz e no pensamento uma só voz.
Por que não me julgar poeta?
Eu vivo com amor.
Por que não me julgar poeta, se meu espírito é observador?
Sim! Eu sou! Mesmo que digam, que não.
Sim eu sou.
Pois eu vivo por amor em busca do esplendor.
Palavras de alguém solitário
Tento ti tirar do pensamento
Esquecer nossas lembranças
Mas "quanto mais tentamos esquecer é que lembramos".
Sem muitas palavras vivo agora
Ter que calar e não poder falar,
com alguém que te entenda,
porque ninguém te entende.
Sabendo que ninguém de muitos se importa com você.
Observo o mundo em que eu vivo
Vejo que os inimigos e pessoas que nunca olhei,
foram os que se preocuparam,
enquanto que os que sempre convivi, nem pararam
e me confortaram com profundas palavras.
Estou me sentindo solitária, alguém solitário,
em um lugar solitário,
onde ninguém pára.
Todos vivem por viver, porque infelizmente vive.
Como se tudo à minha volta passasse rápido.
Corro atrás de ti, pra rever - ti
e sempre na ação, não chego a tempo.
Parece que faz de propósito.
Eu sei, e sabendo sofro, sabendo que vais atrás de um outro alguém,
em busca de distração e me machucando por dentro.
Não me pergunte para quem escrevo,
e se o que escrevo é pra ti.
Cale - se tudo o que não disse,
Abra seus olhos pra mim.
Saiba que o amo de todo o meu ser.
Quando se perde...
Que realmente amamos.
E o que dizer?
Se as únicas palavras que realmente gostaríamos de dizer...
É:
Eu te amo.
Quando se perde um amor,
Tudo que vivemos lado a lado,
Torna - se um filme, que não pára,
Fica na mente passando e reprizando.
Quando se perde um amor,
Onde tudo que sempre sonhamos,
É a mais lúcida realidade gostosa de se viver, prazer inenárravel.
Quando se perde um amor,
Que levamos tapas e tapas,
Caímos e levantamos, erramos e perdoamos,
Sempre na mesmerice de:
Eu te amo.
Quando se perde um amor,
Querendo que este perca a pose orgulhosa,
Querendo que ao se virar sua mão é puxada
E como nos cinemas um beijo é roubado.
Quando se perde um amor,
Todos parecem te ignorar,
Como se estivéssemos indo contra o mundo, tentando achar um rumo ao coração.
Quando se perde um amor,
Tudo que mais queremos é não o perder,
E como não o fazer?
Por um fio em suas mãos
para não brilhar mais do que uma estrela.
Não do que um arco - íris.
Em um mundo de muitas pessoas.
Você me olhou, no céu, no sol.
Por um fio em suas mãos.
Em si há cores lindas
Uma grande chama azul.
Em si há cores vivas, e nessas e outras eu o amo.
Mais que um amigo
Por amor eu o chamo
Cores vivas, cores lindas
Um grande arco - íris carregastes nas mãos.
Chame as marés
Faça com que o sol brilhe mais forte
Mas não brilhe mais do que uma estrela cadente.
Leve em neve, se esconde e corri, corri e se esconde
Que pensem que enlouqueci
Onde quer que eu vá, onde quer que me escondam
Não vou lutar , porque não vão me vencer.
Por um fio em suas mãos
Por amor eu o chamo
Chame as marés
Traga me seu arco - íris
Faça com que o sol brilhe mais forte
Leve em neve, mas não corra, não se esconda
Venha à mim, através de meu canto
Estou aqui bem ao fundo dessa imensidão toda azul que te carrega no balançar.